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Salvino Oliveira: vereador é preso em megaoperação contra o Comando Vermelho

Ele nega o envolvimento com a facção e diz que tudo se trata de uma perseguição política.

Por
Rafael Lorenzo M Barretti
Publicado em
Vereador sendo preso pela Polícia Civil durante operação
Fonte da imagem: CBN

O vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ) foi preso nesta quarta-feira (11) por envolvimento com o Comando Vermelho

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ele negociou com o traficante conhecido como Doca, um dos maiores líderes da facção, para fazer campanha em comunidades controladas pelo grupo.

Em troca, Salvino apoiou pautas que interessavam ao grupo criminoso, apresentadas como ações para a população local. 

Um dos exemplos citados foi a instalação de quiosques, que teria beneficiado pessoas indicadas diretamente por membros da facção.

O vereador negou tudo ao chegar à Cidade da Polícia e falou que a sua prisão é parte de uma disputa política:

"Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha", disse.

Quem é Salvino Oliveira

Salvino nasceu e foi criado na Cidade de Deus, mas conseguiu entrar no tradicional Colégio Pedro II através de sorteio

Para se manter na escola, trabalhou vendendo água em sinais de trânsito e balas em ônibus, entre outras funções informais. 

Em 2020, ele se aproximou do prefeito Eduardo Paes durante a campanha eleitoral

No início do terceiro mandato de Paes, em 2021, foi convidado a assumir a recém-criada Secretaria Especial da Juventude Carioca

Ficou no cargo até 2024, quando deixou a secretaria para disputar as eleições. Foi eleito vereador com mais de 27 mil votos.

A operação

A prisão de Salvino faz parte da Operação Contenção Red Legacy, que tem como objetivo desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho.

As investigações mapearam uma organização com cadeia de comando definida, divisão territorial e atuação em diferentes estados. 

Entre os alvos da operação estão a esposa e o sobrinho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes históricos do CV.

O criminoso é pai do rapper Oruam que está foragido da Justiça, a mãe do músico também se tornou foragida após não ser encontrada hoje.

Ela é considerada suspeita de intermediar mensagens entre presos e membros em liberdade

Até a última atualização, seis pessoas haviam sido presas. A operação cumpriu 13 mandados de prisão e contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

O crime organizado se apoderou da cidade do Rio de Janeiro. As facções não estão apenas nos morros, elas também se infiltraram dentro de Estado que deveria combatê-las.

A Brasil Paralelo investigou como um dos maiores cartões postais do país foi tomado pelas facções com o documentário Rio de Janeiro: Paraíso em Chamas. Assista ao trailer abaixo:

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