País era um dos mais seguros da América Latina, mas foi tomado pelo tráfico de drogas.
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A direita venceu mais uma eleição em um país da América Latina. A conservadora Laura Fernández foi eleita presidente da Costa Rica.
A cientista política era a ministra da Presidência no governo atual de Rodrigo Chaves, de quem é considerada herdeira política.
Pela legislação do país, Chaves não pode concorrer à reeleição, mas permanece popular e deve fazer parte do novo governo.
A campanha foi marcada pelo tema da segurança pública, principal preocupação dos eleitores em um país que enfrenta aumento recorde nos homicídios e avanço do narcotráfico.
Durante muitos anos, a Costa Rica foi considerada um dos países mais seguros da América latina, no entanto isso tem mudado ao longo dos últimos anos.
A taxa de homicídios chegou a 16,7 a cada 100 mil habitantes em 2025, a terceira maior da América Central e pouco maior do que a do Brasil.
Sete a cada 10 assassinatos na Costa Rica estão diretamente ligados ao tráfico de drogas e às disputas entre gangues.
Fernandez tem culpado as autoridades do judiciário por essas mortes, afirmando que os criminosos estão soltos nas ruas enquanto a população está presa com medo em suas casas.
Ela prometeu manter a linha dura do atual governo e defendeu medidas mais rígidas contra o crime organizado.
Durante a campanha, ela falou em seguir as medidas usadas por Bukele em El Salvador para derrubar a criminalidade.
O presidente de El Salvador apostou em uma política de encarceramento para conter a violência que dominava as ruas de seu país.
Mais de 70 mil pessoas foram presas e o país deixou de ser um dos mais violentos no mundo para não registrar nenhum assassinato em mais de 1.000 dias.
Desde então, o modelo Bukele tem sido o centro das discussões sobre segurança pública ao redor do mundo.
A Brasil Paralelo levou suas câmeras ao país para investigar o que realmente aconteceu no país para além das narrativas.
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