Candidato afirma que o termo usado contra o rival é político, não racial, e diz ser a “pessoa menos antissemita que conhece”.

Aos 31 anos, o republicano James Fishback tenta ganhar espaço como candidato ao governo do estado da Flórida, hoje comandado por Ron DeSantis.
Ainda no início da campanha, o nome do empresário já aparece associado à declarações que geraram polêmicas dentro e fora do partido.
Uma das mais repercutidas ocorreu quando chamou o deputado Byron Donalds, seu rival na disputa interna e que é negro, de “escravo”.
Após o episódio, ele foi acusado de racismo.
Fishback rejeita essa interpretação. Segundo ele, o termo não tem relação com raça, mas com dependência política e econômica.
“Se ele fosse branco, eu o chamaria de escravo. Não é questão de raça, é questão de escravidão”.
Donalds disse à imprensa americana que confia no resultado das eleições e citou o apoio de Donald Trump a sua candidatura.
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Fishback também foi criticado por utilizar o termo “goyslop”, uma expressão associada a teorias conspiratórias de cunho antissemita.
A palavra é usada em fóruns da internet para acusar judeus de manipular o público por meio de produtos culturais de baixa qualidade.
O candidato nega qualquer conotação antissemita e afirma ser “a pessoa menos antissemita” que conhece.
Apesar das críticas, Fishback tem conseguido visibilidade entre jovens conservadores, especialmente em ambientes digitais.
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Parte da estratégia do candidato passa por dialogar com eleitores mais jovens. Fishback aposta em pautas como rejeição a guerras externas, críticas ao custo de vida e discursos sobre o que chama de “crise de masculinidade”.
Em entrevistas, afirma que pretende atuar sobre o ambiente cultural e educacional do estado.
“Não posso passar uma lei para tornar as pessoas mais masculinas, mas posso trabalhar com as escolas”, disse.
O candidato também defende pautas ligadas à família e à natalidade. Ele se posiciona contra o aborto e afirma que pretende incentivar que mulheres tenham filhos mais cedo.
Em outra frente, propôs aumentar impostos sobre plataformas como OnlyFans, com o objetivo de reduzir a atividade.
Apesar da exposição, Fishback ainda aparece atrás nas pesquisas dentro do próprio partido.
Ele afirma que a estratégia para crescer passa por presença constante nos condados da Flórida e desempenho em debates.
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