Nos EUA há dois pedidos em análise: um de extradição, feito pelo Brasil, e outro de asilo, apresentado pela defesa de Ramagem.

Alexandre Ramagem estava em Orlando, na Flórida, quando foi abordado por uma infração de trânsito.
A checagem dos documentos revelou que seu passaporte diplomático havia sido anulado pela Câmara em dezembro de 2025, logo após a cassação de seu mandato.
Ramagem foi encaminhado ao ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduana dos Estados Unidos.
A detenção foi confirmada nesta segunda-feira (13) pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça. Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão. Desde setembro de 2025, é considerado foragido da Justiça brasileira.
Seu nome consta na lista da Interpol e há um pedido de extradição em análise no Departamento de Estado americano.
Ramagem deixou o Brasil pela fronteira entre Roraima e a Guiana antes do encerramento do processo no STF.
Antes de se tornar deputado federal pelo PL, foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin.
O fato foi noticiado de formas diferentes e conflitantes. O empresário e jornalista Paulo Figueiredo presta assistência jurídica a Ramagem nos EUA e afirmou que o caso é exclusivamente imigratório e que o governo brasileiro não teve qualquer participação.
Ele afirmou que Ramagem possui pedido de asilo pendente e seu status nos EUA é legal.
"Nossa expectativa é de que seja liberado o mais rapidamente possível. Não vemos qualquer risco de deportação", disse.
Figueiredo também destacou a diferença entre extradição e deportação. Extradição é um processo político-diplomático conduzido pelo Departamento de Estado.
Deportação é um procedimento administrativo interno de imigração. O caso, segundo ele, é exclusivamente do segundo tipo.
À CNN, afirmou que "a prisão é fruto da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado".
Em nota, a PF reforçou que a detenção decorreu de "cooperação policial internacional" entre a corporação e as autoridades americanas.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse que soube da detenção pela imprensa e que acompanhará o caso "com máxima atenção".
Afirmou que o episódio "ultrapassa uma situação individual e toca diretamente no respeito às garantias de um parlamentar eleito pelo povo brasileiro".
O jornalista Allan dos Santos também mora nos EUA e com pendências no STF e publicou que "nenhum perseguido por Moraes ficará desamparado" e pediu orações por Ramagem.
A defesa confirmou que está atuando e que o caso segue os trâmites legais perante as autoridades competentes.
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