Após cinco anos de seca, autoridades planejam cortes de 25% no consumo e estudam medidas extremas.

Uma cidade de 500 mil habitantes pode se tornar a primeira cidade moderna dos Estados Unidos a ficar sem água potável.
O alerta foi feito por autoridades de Corpus Christi, no Texas, após cinco anos de seca e a rápida queda no nível dos reservatórios que abastecem a região.
Sem chuvas intensas nos próximos meses, a cidade pode enfrentar um colapso hídrico já no próximo ano.
“Não temos precedentes para seguir. Não há manual”, afirmou o administrador municipal Peter Zanoni ao conselho da cidade.
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Corpus Christi abastece moradores de cidades vizinhas, mas mais da metade da água consumida na região vai para refinarias, fábricas químicas e indústrias petroquímicas.
Agora, a prefeitura quer cortar em 25% o consumo total de água a partir de 1º de setembro.
A meta representa uma redução de cerca de 16 milhões de galões por dia.
Desde 2023, moradores estão proibidos de regar gramados. De acordo com dados da prefeitura, cerca de 70% das famílias já consomem menos água do que o permitido.
Os demais podem enfrentar multas e até corte no abastecimento.
A prefeita Paulette Guajardo, porém, rejeitou essa possibilidade.
“Eu jamais apoiaria cortar o fornecimento de água de alguém”.
O distrito escolar local atende cerca de 33 mil alunos e afirmou que não pretende suspender aulas. Ao mesmo tempo, busca autorização para perfurar três poços artesianos para reduzir a dependência da rede pública.
O uso de água em campos esportivos já foi proibido. O maior desafio agora é manter banheiros e serviços básicos funcionando.
Hospitais também estudam alternativas próprias.
Autoridades municipais afirmaram que devem criar exceções para procedimentos médicos urgentes, mas admitem que ainda não têm um plano definitivo.
Enquanto piscinas públicas consomem cerca de 2 milhões de galões durante todo o verão, uma única fábrica de plásticos utiliza cerca de 13 milhões de galões por dia.
Empresas ainda não explicaram publicamente como pretendem lidar com os cortes.
Especialistas afirmam que, se a seca continuar, parte das operações industriais poderá ser interrompida, com risco de demissões em massa e impactos econômicos profundos.
Se a situação piorar, autoridades estudam medidas mais drásticas: rodízio no abastecimento, distribuição de água por caminhões-pipa e até evacuações controladas em cenários extremos.
A prefeitura insiste que esse cenário ainda é improvável.
Mas, sem chuva, Corpus Christi pode entrar para a história como a primeira grande cidade moderna dos Estados Unidos a ficar sem água.
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