Tiroteio nas ruas de Istambul acabou com um terrorista morto e outros dois presos, autoridades ainda investigam a motivação.

Quatro pessoas se feriram e uma morreu durante um ataque contra o consulado israelense em Istambul, Turquia.
O caso aconteceu na manhã desta terça-feira (7) e acabou em uma intensa troca de tiros entre suspeitos armados e forças de segurança turcas.
De acordo com autoridades locais, três homens armados chegaram à região do consulado carregando fuzis e pistolas.
Em seguida, eles abriram fogo contra os policiais que faziam parte da equipe de segurança do prédio.
Equipes das forças especiais da polícia turca foram acionadas, com armamentos pesados, escudos e trajes militares. O confronto durou entre 10 e 20 minutos.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento do tiroteio nas ruas da cidade. Assista abaixo:
Um dos suspeitos foi morto no local e outros dois foram presos após serem gravemente feridos.
Entre os agentes de segurança, dois policiais sofreram ferimentos leves e não correm risco de vida.
Segundo o ministro do Interior da Turquia, Mustafa Çiftçi, os três suspeitos tinham ligação com uma organização que “explora a religião”.
Dois deles eram irmãos, e ao menos um possuía antecedentes criminais relacionados a drogas.
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, classificou o episódio como um ataque “terrorista” e “hediondo”.
O governo turco anunciou a abertura de uma investigação para apurar o caso e identificar possíveis conexões dos suspeitos.
Apesar do ataque, o consulado israelense em Istambul não abrigava diplomatas no momento do tiroteio.
Segundo informações oficiais, representantes de Israel deixaram tanto o consulado quanto a embaixada em Ancara há mais de dois anos. O prédio estava fechado e sob proteção apenas de forças de segurança turcas.
Até o momento, a motivação do ataque não foi confirmada. As autoridades não confirmaram se há relação direta com o conflito entre Israel, EUA e Irã.
Apesar disso, a ação aconteceu no dia em que chegou o fim do prazo dado pelos EUA para a abertura do estreito de Ormuz se aproxima.
Cerca de 20% de todo o petróleo do mundo passa pela região, que foi fechada pela Guarda Revolucionária iraniana após o início dos ataques.
Reabrir a passagem tem sido uma das principais preocupações de Trump, por conta do forte impacto na economia mundial.
Em uma publicação feita em sua rede social, ele disse que “uma civilização inteira morrerá nesta noite, para nunca mais ser ressuscitada”.
O presidente seguiu prometendo que fará uma ação capaz de pôr um fim no regime dos aiatolás, que comanda o país desde a Revolução Iraniana em 1979:
“Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”
Os EUA e Israel fizeram um ataque massivo contra o Irã e mataram o líder supremo do país no final do mês passado.
Desde então, o Oriente Médio tem vivido dias de tensão, com trocas de mísseis e bombardeios entre o regime de Teerã e as forças ocidentais.
A Brasil Paralelo investigou a fundo as origens da guerra com o especial Raio X Guerra do Irã.
A análise estuda como a Pérsia de Ciro, o Grande, uma das nações mais abertas do mundo, foi tomada pelo radicalismo islâmico.
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