Segurança pública5 min de leitura

Facções dominam quase metade das cidades na Amazônia

Relatório aponta que 344 cidades estão sob influência ou disputa de grupos como Comando Vermelho e PCC.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Moradores da Amazônia vivem sob controle do crime organizado, maior parte da região está sob domínio das facções.
Fonte da imagem: Amazônia Real

O crime organizado está presente em ao menos 344 dos 772 municípios que formam a Amazônia Legal.

Isso significa que aproximadamente 45% da região agora vive sob a influência ou disputa de facções

Os dados de um relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram um crescimento das facções de quase 100% em apenas dois anos.

A maioria das cidades, 258 ao todo, estão sob o controle de apenas uma facção hegemônica.

Enquanto isso, outras 86 vivem conflitos territoriais entre dois ou mais grupos criminosos

Segundo o levantamento, hoje atuam na região 17 facções diferentes, entre nacionais, regionais e até estrangeiras.

Comando Vermelho é a facção mais presente na Amazônia

O Comando Vermelho (CV) é a facção dominante, presente em 286 cidades, com controle direto em 202 municípios e disputa em 84. 

O grupo explora rotas fluviais para transportar drogas através da Tríplice Fronteira Norte.

Já o PCC atua em 90 municípios, com controle de 31 e disputando 59. A organização explora principalmente rotas aéreas clandestinas, pistas em garimpos e tráfico internacional via Suriname.

Outras 15 facções também aparecem no levantamento, incluindo grupos regionais como Amigos do Estado (ADE), Bonde dos 40 (B40) e Família Terror do  Amapá (FTA).

Grupos internacionais como o Tren de Aragua da Venezuela e guerrilheiros dissidentes das FARC.

O relatório destaca que 2024 registrou 8.047 mortes violentas intencionais na Amazônia Legal, uma taxa de 27,3 homicídios por 100 mil habitantes, número 31% acima da média nacional. 

O estado do Amapá teve a pior taxa do país, com 45,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes

As mulheres também vivem situação crítica, com uma taxa de mortes violentas 21,8% superior à média nacional e 13 312 registros de estupro.

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