Zema afirma que fez uma sátira e rebate: "se os ministros se identificaram com os personagens, é porque a carapuça serviu".

Um vídeo com fantoches representando Gilmar Mendes e Dias Toffoli conversando sobre o caso Banco Master virou caso judicial.
O autor do vídeo era o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que o publicou como sátira. Gilmar Mendes acionou a Justiça.
O decano do STF pediu ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, que Zema seja incluído na investigação.
O pedido, confirmado pela CNN e pela GloboNews, tramita em sigilo e aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Em entrevista, Zema afirmou que o vídeo foi uma sátira e completou: “se os ministros se identificaram com os personagens, é porque a carapuça serviu”.
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"Não vai me intimidar de forma alguma. Eu não tenho rabo preso. Fiz um governo totalmente transparente e sem corrupção à frente de Minas Gerais. E estou muito à vontade para criticar essa farra dos intocáveis".
O ex-governador também questionou o que chamou de verdadeiro absurdo no caso.
"O que eu acho absurdo é um contrato de R$129 milhões sem explicação", afirmou, em referência ao contrato do escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master.
Não é a primeira vez que Gilmar e Zema entram em conflito. Em abril, o decano criticou o ex-governador após ele defender o impeachment e a prisão dos ministros Toffoli e Moraes.
Gilmar classificou como "contradição" o fato de Zema atacar o STF após já ter recorrido a ele para adiar parcelas da dívida de Minas Gerais com a União.
Zema respondeu afirmando que uma decisão judicial favorável no passado não o obriga a ser submisso ao Supremo.
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