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iFood acusa Keeta de espionagem corporativa e leva disputa à Justiça

Empresa nega irregularidades e afirma ter sido alvo de espionagem no Brasil no passado.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Motoboys do iFood e da Keeta
Fonte da imagem: Reprodução

Por anos, o mercado de entregas no Brasil foi dominado pelo iFood. Agora, com a chegada de novos concorrentes e investimentos bilionários no setor, a disputa saiu dos descontos em aplicativos e chegou aos tribunais.

O iFood entrou na Justiça contra a Keeta, plataforma controlada pelo grupo chinês Meituan, acusando a empresa de espionagem corporativa e concorrência desleal.

A ação foi apresentada em São Paulo e pede que a rival deixe de adotar as supostas práticas, além do pagamento inicial de R$1 milhão por danos morais, valor que pode aumentar após novas apurações.

De acordo com o processo, consultorias teriam procurado funcionários do iFood oferecendo pagamentos em troca de informações estratégicas e confidenciais sobre a operação da empresa.

A acusação vai além de contatos isolados.

O iFood afirma ter identificado um ex-funcionário que aceitou propostas para participar de reuniões pagas com uma consultoria sediada em Xangai. Em depoimento, ele teria admitido o compartilhamento de informações consideradas sensíveis.

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Como o caso chegou à Justiça

Segundo documentos citados pelo portal Pipeline, o iFood abriu uma ação nos Estados Unidos contra a plataforma Zoom para identificar quem participava das videoconferências.

Os registros obtidos mostrariam acessos ligados a endereços de e-mail com domínio @meituan.com, associado ao grupo controlador da Keeta.

O caso resultou em investigação policial, incluindo busca e apreensão de dispositivos eletrônicos ligados ao ex-funcionário identificado pela empresa.

Além disso, o iFood afirma ter encontrado indícios de que mais de 240 colaboradores foram abordados por consultorias ao longo do último ano, principalmente via LinkedIn. A empresa diz que novas investigações internas e ações judiciais não estão descartadas.

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Keeta nega acusações

A Keeta negou qualquer envolvimento.

Em nota, a empresa afirmou que não contrata terceiros para abordar pessoas em seu nome com os objetivos descritos pelo iFood, declarou seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e afirmou atuar conforme a legislação brasileira. Também disse não ter sido formalmente notificada sobre o processo.

Keeta já afirmou ter sido alvo de ações semelhantes

A Keeta anunciou entrada no mercado brasileiro de delivery há cerca de um ano com investimento inicial próximo de 1 bilhão de dólares, mirando justamente um setor dominado pelo iFood.

A própria Keeta afirmou no ano passado ter sido alvo de ações semelhantes. Em novembro, a empresa relatou suspeitas de espionagem durante o início das operações na Baixada Santista.

A Polícia Civil investiga denúncias de abordagens a restaurantes feitas por pessoas usando credenciais falsas para obter dados internos da operação.

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