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MBL vira partido: TSE aprova a criação do Missão por unanimidade

A nova sigla ainda precisará alterar dois pontos de seu estatuto, após decisão da Justiça.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Bandeira do Missão, partido do MBL.
Fonte da imagem: CNN

O MBL ficou conhecido no país inteiro durante as manifestações que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff, agora o grupo conseguiu formalizar seu próprio partido político

Na noite da última terça-feira (4), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade o registro do Missão

A sigla se tornou o 30º partido político do país e agora está apto a disputar eleições, acessar recursos do Fundo Partidário e ter tempo de propaganda em rádio e televisão. A legenda terá o número 14 nas urnas

A legenda conseguiu reunir 577.999 assinaturas válidas, ultrapassando as 547 mil exigidas por lei

Criado oficialmente em outubro de 2023, o partido nasce com a pretensão de disputar a Presidência da República em 2026 com candidatura própria.

O nome mais cotado é o do próprio presidente do Missão e coordenador do MBL, Renan Santos, que já se apresenta como pré-candidato

Outro nome mencionado é o de Arthur do Val, ex-deputado cassado após declarações polêmicas sobre mulheres ucranianas

Para o governo do Rio de Janeiro, o Missão deve apostar em Rafael Luz, bombeiro e influenciador digital.

O que defende o Missão?

De acordo com seu estatuto, o partido se define como uma legenda de caráter liberal, abordando questões como:

  • defesa da democracia; 
  • dos direitos fundamentais; 
  • do pluripartidarismo; 
  • das liberdades civis; 
  • da economia de mercado com regulação estatal; e
  • do respeito ao meio ambiente 

Além disso, a sigla também defende o combate a privilégios com foco em reformas políticas, econômicas e culturais.

O estatuto, no entanto, precisará de ajustes. O ministro André Mendonça, relator do processo no TSE, apontou que dois artigos precisam ser modificados.

Um deles permite que os diretórios estaduais abram mão da verba do fundo partidário, o que não é permitido pelas leis que regulam os partidos.

Outro que trata de forma genérica a prevenção à violência política contra a mulher, o que deve estar claramente definido. O partido tem 90 dias para corrigir os pontos.

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