Cientista aproximou a ciência da Igreja Católica e questionou teorias sobre mudanças climáticas e evolução.

O cientista Antonino Zichichi morreu nesta segunda-feira aos 96 anos. Ele foi o responsável por levar o rigor dos grandes laboratórios para dentro da Igreja.
Antonino Zichichi faleceu nesta segunda-feira, aos 96 anos. Mais do que um físico premiado, ele foi o homem que buscou levar o mundo acadêmico a conversar com a Igreja Católica.
Foi cientista de confiança dos papas João Paulo II, Bento XIV e Francisco. Ele não aceitava a ideia de que o universo era fruto do acaso e usou sua autoridade para questionar os modelos climáticos atuais e a forma como a teoria da evolução é ensinada.
Em 1965, Zichichi chefiou o grupo de cientistas que descobriu o antideuteron. Para entender como isso funciona, imagine que para cada pedaço de matéria que forma o nosso mundo (como os átomos), existe um "par espelhado" chamado antimatéria.
Com essa descoberta ele confirmou que a antimatéria realmente existe na natureza, e não apenas nos cálculos. Ele fez cientistas a entenderem melhor como o universo foi montado logo após o seu nascimento.
Zichichi também atuou como presidente do Comitê da OTAN para o desarmamento. Reuniu cientistas globais para assinar o Manifesto de Erice, alertando sobre os riscos da guerra nuclear sob uma perspectiva ética e humana.
O professor Zichichi foi professor na Universidade de Bolonha. Ao lado do físico Isidor Isaac Rabi, ajudou a criar o World Lab, para levar pesquisa de alto nível a países em desenvolvimento.
Zichichi recebeu homenagens de países como China e Ucrânia e presidiu a Sociedade Europeia de Física.
Sua atuação em federações internacionais e comitês de desarmamento da OTAN consolidou essa trajetória.
Para ele, o papel do cientista não se limitava à descoberta, mas à responsabilidade de colocar o conhecimento a serviço da paz e da cooperação entre os povos.
Ficou conhecido por questionar modelos matemáticos sobre mudanças climáticas e apontando falhas em como a teoria da evolução é ensinada, sempre exigindo provas concretas em vez de apenas opiniões.
Zichichi costumava dizer que enquanto a ciência explica como o universo funciona, a fé ajuda a entender quem o fez.
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