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Mutirão da Polícia Civil no Rio devolve 1.600 celulares roubados

A Operação já prendeu mais de 700 assaltantes, técnicos e revendedores de celulares roubados

Por
Redação
Publicado em
Telefones recuperados pela Operação Rastreio no Rio de Janeiro
Fonte da imagem: Divulgação/PCERJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou um mutirão inédito para devolver 1.600 celulares roubados e furtados que foram recuperados pela Operação Rastreio

Até hoje, a Operação Rastreio é o maior esforço já realizado no estado para desmontar a cadeia criminosa que vive do roubo e desbloqueio de smartphones.

As filas começaram cedo na Cidade da Polícia, onde as vítimas passaram por triagem, conferência de dados e checagem dos aparelhos. A devolução se estende por todo o estado, com entregas distribuídas por delegacias regionais.

A iniciativa vem na esteira de uma megaoperação que, desde outubro, mobiliza equipes em 11 estados e já recuperou mais de 12,5 mil celulares, além de prender mais de 700 suspeitos.

Como foi o mutirão de devolução?

O mutirão desta terça-feira é a terceira grande etapa de restituições organizadas pela polícia. 

Em julho, 1.400 aparelhos voltaram às mãos de seus donos. Agora, com 1.600 celulares liberados, a ação atinge sua maior marca.

As vítimas são informadas por telefone ou WhatsApp, sempre por números funcionais das delegacias, e orientadas sobre data, horário e local de retirada. Ao chegar, passam por pré-cadastro, triagem dos documentos e identificação técnica do aparelho.

A fonoaudióloga Daniela Raimundo, que teve o celular furtado dentro de um ônibus, afirmou ter se sentido “como ganhando na loteria” após ser avisada de que seu aparelho havia sido localizado.

A checagem não deixa de ser rigorosa: a Polícia confirma IMEI, registros internos e histórico de ocorrência precisam coincidir para garantir que o bem volta ao dono correto.

Entenda a Operação Rastreio

A Operação tem revelado, fase após fase, como funciona a cadeia que movimenta o mercado ilegal de celulares no Rio.

Na véspera do mutirão, equipes cumpriram ordens judiciais simultâneas em várias unidades da federação. Só no Rio foram apreendidos mais de 2,5 mil celulares e dezenas de equipamentos usados para desbloqueio: cartões clonados, componentes eletrônicos e computadores.

Mais de 30 suspeitos foram presos em flagrante nesta fase. Desde outubro, já são mais de 700 detenções de assaltantes armados a técnicos especializados na reativação de celulares roubados, passando pelos receptadores que revendem os aparelhos.

Segundo os investigadores, quadrilhas especializadas operavam o “desbloqueio remoto”, técnica que permite recolocar celulares no mercado e aplicar golpes bancários usando contas falsas criadas com dados das vítimas.

O aplicativo Meu Celular Seguro RJ do governo do Rio permite cadastrar o IMEI, consultar restrições e descobrir se há BO registrado. Integrado à Anatel e ao sistema das delegacias, o app também notifica usuários flagrados com aparelhos furtados, exigindo devolução em até 72 horas.

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