Felipe Curi coordenou operações chave no Complexo do Alemão e na Rocinha, além de ter detido os maiores

As milícias controlam boa parte das comunidades no Rio de Janeiro. Esses grupos foram criados por ex-policiais que viram uma chance de enriquecer explorando as favelas.
Elas começaram controlando serviços básicos, como gás, água e internet, porém expandiram os negócios e começaram a vender drogas e fazer acordos com facções.
Conforme crescem, os milicianos ganharam mais poder e dinheiro, se infiltrando na política e assassinando opositores.
Apesar da força das milícias, o delegado Felipe Curi se colocou no caminho de alguns dos líderes mais influentes.
Chefe da força-tarefa especializada no combate a essas organizações, ele coordenou operações como a que acabou com a morte de Wellington da Silva Braga, o Ecko, chefe da maior milícia do estado.
Curi também foi responsável pela prisão de Edmilson Gomes, conhecido como Macaquinho, e Rodrigo dos Santos, apelidado de Latrell.
Indicado ao cargo de secretário da Polícia Civil pelo governador Cláudio Castro em setembro, o delegado foi um dos homens por trás da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão no final de outubro.
Felipe Curi cresceu na Tijuca, zona norte do Rio, em uma família de classe média. Sua vida mudou após a morte trágica do pai, vítima de um latrocínio.
A perda precoce causou um sério problema financeiro para a família e fez com que o jovem precisasse trabalhar desde cedo, adiando seus planos de cursar Direito.
Antes de entrar na Polícia Civil teve diversas profissões, sendo bancário, vendedor e até abrindo um pequeno negócio.
Apesar das dificuldades, não desistiu do sonho de se tornar delegado. Concluiu o curso de Direito e passou no concurso da Polícia Civil.
No início da carreira, trabalhou em plantões e delegacias. Foi ali que começou a se destacar pelo estilo direto, disciplina rígida e capacidade de investigação.
Seu crescimento dentro da corporação foi impulsionado pela participação em grandes ações, como as pacificações do Complexo do Alemão e a prisão de Nem da Rocinha.
Mas o auge de sua atuação viria anos depois, com a liderança de forças-tarefa especializadas no combate às milícias, especialmente durante o período de maior expansão dessas organizações entre 2010 e 2020.
Curi é conhecido por combinar investigação detalhada com operações de alto impacto. Uma das técnicas mais usadas por sua equipe é o estrangulamento financeiro dos grupos criminosos.
Ao seguir o fluxo de dinheiro, muitas vezes é possível desarticular redes inteiras sem precisar trocar tiros.
Curi esteve à frente do Departamento Geral de Homicídios e do Departamento Geral de Polícia Especializada, além de ocupar cargos em delegacias estratégicas como a Delegacia de Combate às Drogas e a Delegacia de Roubos e Furtos.
O trabalho do delegado é fundamental em meio à situação atual do Rio de Janeiro, em especial na capital.
A cidade se transformou em uma verdadeira zona de guerra em meio às disputas por territórios entre milícias e facções.
A Brasil Paralelo investigou como a cidade maravilhosa foi tomada pelo crime com o documentário Rio de janeiro: Paraíso em Chamas.
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