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Mísseis no céu, planos no chão: a matemática da guerra

Desde a Revolução Islâmica de 1979, o que vimos foi um Estado capturado por líderes religiosos que transformaram o país em uma prisão a céu aberto.

Por
Francisco Litvay
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Bandeira do regime iraniano em meio aos escombros de guerra.
Fonte da imagem: Bandeira do regime iraniano em meio aos escombros de guerra.

Artigo de opinião

Ver o colapso de uma das ditaduras mais cruéis do século XXI é, sem dúvida, um marco de liberdade para milhões. Mas, enquanto o mundo está focado no contexto geopolítico que passa nos jornais, eu te levo a olhar além da fumaça e focar em outro ponto: Como você pode proteger a sua vida em tempos de guerra.

O Fim de um Inverno de 50 Anos

Precisamos encarar a realidade: existem regimes tão incrustados na opressão que não deixam outra alternativa. Às vezes, a guerra é necessária para acabar com tiranias que não entendem outra linguagem senão a da força. 

E a queda da estrutura teocrática no Irã é um evento que poucos ousam lamentar.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, o que vimos foi um Estado capturado por líderes religiosos que transformaram o país em uma prisão a céu aberto. O sistema dos Aiatolás, que derrubou uma monarquia apoiada pelos EUA há quase cinco décadas, baseou sua existência no esmagamento da liberdade individual sob o peso de leis religiosas.

Agora, o que nem Bush, nem Obama concluíram, Trump e o Pentágono executaram com a operação Epic Fury, que em poucas horas, tirou do mapa a cúpula que tiranizava o povo iraniano.

Esse contexto provavelmente você já está sabendo, mas, além disso, venho hoje trazer um ponto que não é tão comentado, o risco de ser um "refém geográfico" em situações como essa.

Quando conflitos escalam, o caos não escolhe lados. Vimos o Irã, em um ato de desespero, atacar países como Chipre e Grécia, nações que nem esperavam estar no radar de um míssil.

Quem mora nessas regiões e não tem uma saída, só tem uma opção: ficar parado e torcer para dar tudo certo. E "torcer" não é uma estratégia de gestão de risco.

Aos que ficaram no Irã: sSofreram com uma inflação violenta que derreteu o trabalho de uma vida em meses.

Mas, existia uma solução para situações como essa, e aos que estavam preparados tinham alternativas.

A Solução: A Teoria das Bandeiras (Flag Theory)

A diferença entre o desespero e a calma é o seu nível de geodiversificação. Se o país onde você vive decide entrar em uma guerra ou colapsar a moeda, você não deve ser um refém e sim um cliente móvel.

Resumindo, essa filosofia consiste em não colocar todos os seus ovos no mesmo cesto estatal. Para entender como aplicar isso hoje, assista a este vídeo onde explico a teoria.

No geral, siga essas 3 bandeiras de sobrevivência:

  • Bandeira 1: Cidadania (O Plano de Fuga): Ter um segundo passaporte é ter opcionalidade. Em um estado de emergência ou convocação militar, um único passaporte é uma coleira. Uma segunda cidadania garante que, se uma porta se fechar, você tenha o direito legal de ser acolhido em outro lugar.

  • Bandeira 2: Residência (O Porto Seguro): Onde você mora determina sob quais leis você acorda. Viver em um epicentro geopolítico é pedir para ser atingido por estilhaços. O objetivo é buscar jurisdições com neutralidade histórica ou irrelevantes em guerras, focadas em liberdade econômica, como Chile, Argentina e Paraguai.

  • Bandeira 3: Ativos (A Blindagem Patrimonial): Manter capital no sistema bancário local é entregar a chave do seu cofre para quem imprime dívida de guerra.

    • Jurisdições seguras: Mantenha parte do capital em países com forte proteção à propriedade privada, como Panamá e Nevis.

    • Ativos fora do sistema: Ouro e, principalmente, Bitcoin. O Bitcoin é a separação definitiva entre dinheiro e Estado, a única forma de garantir que seu suor não vire pólvora na mão de burocratas.

A propósito, se você quer dominar a ferramenta definitiva de soberania financeira, confira o Congresso Bitcoin, nele você encontrará um curso que gravei em parceria com a Brasil Paralelo para te ensinar a proteger seu patrimônio no mundo digital.

Conclusão

A pergunta que deixo para você é: quantas bandeiras você já plantou para garantir que a sua liberdade não dependa de decisões de um único país?

Se você tem poucas ou nenhuma, saiba que a Settee pode te ajudar no seu processo de internacionalização e proteção. Não espere o barco afundar para procurar o bote salva-vidas.

Para continuar aprendendo sobre formas de se proteger e aumentar sua liberdade:

Porque a sua vida te pertence.