Casa Branca rebate especulações de que Trump usaria armas nucleares contra o Irã.

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta." Essa frase foi publicada por Donald Trump nesta terça-feira (7).
O presidente americano deu ao Irã até às 21h no horário de Brasília para reabrir o Estreito de Ormuz, corredor por onde passam cerca de 20% das exportações de petróleo do mundo.
Caso o prazo não seja cumprido, Washington destruirá todas as pontes e usinas de energia do país. O Irã não sinalizou qualquer intenção de ceder.
O ultimato já foi adiado quatro vezes desde 21 de março.
O vice-presidente americano, JD Vance afirmou, disse que que Trump estava pronto para usar "ferramentas em nosso arsenal que até agora decidimos não usar".
A declaração gerou especulações online de que Vance estaria se referindo ao uso de armas nucleares.
A Casa Branca reagiu negando a interpretação.
Em resposta a uma publicação que afirmava que Vance havia "insinuado" o uso de armas nucleares, a conta oficial Rapid Response X escreveu que "literalmente nada" do que o vice-presidente disse sustentava essa leitura.
De acordo com a agência Reuters, o Paquistão seguia transmitindo mensagens entre Washington e Teerã. Mas as posições não se moveram. Tanto o Irã quanto os EUA rejeitaram uma proposta de cessar-fogo temporário.
Para Teerã, qualquer negociação só poderia começar após o fim dos bombardeios, garantias de não retomada e compensação pelos danos.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian adotou outro tom. Afirmou que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para morrer na guerra. E disse estar pronto para dar a própria vida.
Os EUA e Israel fizeram um ataque massivo contra o Irã e mataram o líder supremo do país no final do mês passado.
Desde então, o Oriente Médio tem vivido dias de tensão, com trocas de mísseis e bombardeios entre o regime de Teerã e as forças ocidentais.
A Brasil Paralelo investigou a fundo as origens da guerra com o especial Raio X Guerra do Irã.
A análise estuda como a Pérsia de Ciro, o Grande, uma das nações mais abertas do mundo, foi tomada pelo radicalismo islâmico.
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