Cerca de 85% das casas de palestinos foram destruídas durante a guerra com Israel.

O Conselho da Paz criado por Donald Trump divulgou os primeiros planos para a reconstrução da Faixa de Gaza após dois anos de guerra no Oriente Médio.
O projeto prevê uma transformação do território palestino e inclui a construção de infraestruturas modernas.
A estratégia está dividida em quatro etapas: controlar a situação atual, ajuda humanitária, médio prazo e longo prazo.
No curto prazo, o foco será remover escombros e munições não detonadas, restabelecer cadeias de suprimento e garantir água, saneamento e energia.
Em seguida, o plano prevê a construção de moradias permanentes, hospitais, clínicas, escolas e universidades.
No longo prazo, a proposta busca uma transformação do território palestino e inclui a construção de infraestruturas modernas como:
A região também teria internet de alta velocidade para toda a população, com uso de carteira digital para impulsionar o comércio local. Não foram divulgados prazos para a conclusão de cada fase.
O Conselho anunciou um investimento inicial de US$7 bilhões, o equivalente a cerca de R$37 bilhões, para iniciar a recuperação do território.
Além disso, Trump declarou que os Estados Unidos enviarão US$10 bilhões, cerca de R$51 bilhões, adicionais ao conselho. Outros países também prometeram aportes bilionários.
O empreendedor Marc Rowan, que faz parte do conselho, afirmou que o plano prevê a construção de 100 mil casas inicialmente e 400 mil unidades habitacionais no longo prazo.
O número seria suficiente para acomodar toda a população da região. Só a construção das residências está estimada em US$30 bilhões (R$155 bilhões).
O investimento inicial anunciado representa cerca de 10% dos US$70 bilhões (R$363 bilhões) que serão necessários para reconstruir Gaza ao longo de décadas, segundo a ONU.
De acordo com a organização, ao menos US$20 bilhões (R$103) precisam ser aplicados nos primeiros três anos apenas para estabilizar a crise humanitária.
A ONU afirma que 85% das construções da Faixa de Gaza foram destruídas durante o conflito.
Em outubro de 2025, a organização estimou que a guerra gerou cerca de 55 milhões de toneladas de entulho, o volume equivale a 13 vezes o das pirâmides de Gizé.
Até agora, apenas 0,5% dos escombros foi removido. No ritmo atual, levaria sete anos para retirar todo o material.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), cerca de 90% da população vive atualmente em meio aos escombros.
A maioria dos moradores está em tendas improvisadas. Mais de 4 mil unidades habitacionais de recuperação já estão prontas, mas estima-se que serão necessárias até 300 mil para atender à população.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que não haverá reconstrução da Faixa de Gaza antes da desmilitarização do Hamas:
"Concordamos com nosso aliado, os Estados Unidos, que não haverá reconstrução de Gaza antes da desmilitarização de Gaza", afirmou.
Apesar do cessar-fogo oficial, a capitã Stoller, das Forças de Autodefesa de Israel, contou à Brasil Paralelo que há combates constantes na região:
“Quase todos os dias, militantes do Hamas tentam invadir as áreas de Israel e atacam nossos soldados.”
A capitã afirmou também que acontecem algumas ações em territórios palestinos, principalmente em resposta a ataques maiores:
“Nós não atiramos em ninguém que passa a linha amarela, apenas quando respondemos militantes do Hamas que cruzam para o nosso lado e quando os ataques são mais sérios atacamos infraestruturas do Hamas do outro lado.”
O Hamas considera o desarmamento uma condição inaceitável para a paz e também acusa Israel de violar o cessar-fogo.
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