Eles poderão continuar no país caso o governo Milei aceite o pedido de refúgio político pendente.

A Justiça da Argentina determinou a extradição de cinco brasileiros condenados pelo STF por participação nos protestos de 8 de janeiro de 2023.
Os cinco brasileiros envolvidos no julgamento foram condenados a penas que variam de 13 a 17 anos de prisão. Seus nomes são:
Todos fugiram para a Argentina durante as investigações e julgamento conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes.
Eles integram um grupo de 61 brasileiros que escaparam do país para evitar a prisão, segundo a Polícia Federal.
Em 2024, o Brasil enviou à Argentina uma lista com nomes de foragidos que poderiam estar no país.
A audiência foi realizada com a presença dos cinco condenados, membros do Ministério Público argentino e advogados da Advocacia-Geral da União que representaram o governo brasileiro.
A decisão não analisa as condenações, mas se os crimes têm correspondência no Código Penal argentino e cumprem as exigências do tratado de extradição entre os dois países.
Os advogados dos foragidos já anunciaram que vão recorrer à Suprema Corte da Argentina.
Mesmo após o julgamento judicial, o pedido de refúgio político apresentado pelos brasileiros à Comissão Nacional para os Refugiados (Conare) ainda está pendente.
Essa comissão é formada por representantes de quatro ministérios e a decisão final caberá ao presidente Javier Milei.
Segundo a legislação argentina, caso o refúgio seja concedido, a extradição será automaticamente anulada.
No entanto, uma mudança na lei em outubro de 2024 passou a proibir a concessão de refúgio a condenados por crimes graves, o que pode enfraquecer a estratégia de defesa dos brasileiros.
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