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Conheça as 10 maiores empresas do agronegócio brasileiro

Ranking Forbes Agro100 revela faturamento trilionário de companhias e cooperativas.

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Redação Brasil Paralelo
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Trator fazendo a colheita.
Fonte da imagem: TerraMagna

O agronegócio brasileiro não apenas alimenta o país, mas uma fatia considerável do planeta, e os números das maiores empresas do setor impressionam

O ranking Forbes Agro100 de 2024, que analisa as companhias em 2023, mostra que as gigantes do campo e da agroindústria nacional faturaram juntas mais de R$1,71 trilhão

A força do agronegócio é um motor para o Brasil. Sozinho, o país alimenta cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo, quase 12% da população mundial

Não é por acaso que o Brasil é o maior exportador de carne de frango do planeta e uma referência na produção de grãos como soja e milho

Esse desempenho se reflete diretamente no PIB. No primeiro trimestre de 2025, enquanto a economia brasileira como um todo registrou um crescimento de 1,4%, o agronegócio saltou 12,2%. 

Em 2023, o Brasil teve uma safra recorde de grãos com mais de 316,4 milhões de toneladas.

Isso é um volume recorde de exportações do agro, com mais de R$932 bilhões, consolidando sua posição como protagonista mundial.

Conheça a seguir as 10 Maiores Empresas do Agronegócio Brasileiro (Forbes Agro100 2024):

JBS (Receita: R$ 363,82 bilhões)

A gigante global de proteína animal, fundada em Anápolis (GO) em 1953, é a maior produtora de carnes do mundo

Com marcas como Seara, a JBS atende cerca de 190 países e está expandindo suas operações, inclusive com planos de listar ações na Bolsa de Nova York.

Marfrig Global Foods (Receita: R$ 136,49 bilhões)

Segunda maior produtora de carne bovina do planeta, a Marfrig tem forte presença nas Américas. 

Em 2023, consolidou o controle majoritário da BRF e realizou vendas estratégicas de ativos para focar em produtos de maior valor agregado.

Cargill (Receita: R$ 126,4 bilhões)

De origem americana, mas com presença massiva no Brasil desde 1965, a Cargill atua em alimentos, bebidas, energia e logística

É a maior empresa de capital estrangeiro na lista, com dezenas de fábricas, armazéns e terminais portuários no país, e um volume comercializado de 51 milhões de toneladas em 2023.

Bunge Alimentos (Receita: R$ 81,7 bilhões)

Outra gigante global com longa história no Brasil (desde 1905), a Bunge é uma potência na originação de grãos, processamento de soja e trigo, e produção de alimentos. A empresa tem se destacado por avanços em práticas agrícolas sustentáveis.

Ambev (Receita: R$ 79,74 bilhões)

Líder latino-americana de cervejas e refrigerantes, nascida da fusão entre Antarctica e Brahma. 

Dona de marcas icônicas como Skol e Guaraná Antárctica, a Ambev tem uma forte ligação com o agro através da compra de cevada de produtores do Sul do Brasil e de iniciativas de sustentabilidade, como a redução drástica no uso de água em sua produção.

Raízen Energia (Receita: R$ 78,45 bilhões)

Uma joint venture entre Shell e o grupo Cosan, a Raízen é referência em agroenergia. 

Atua desde a produção de açúcar e etanol (incluindo o E2G, de baixa pegada de carbono) até a distribuição de combustíveis e geração de energia renovável a partir de biomassa e biogás.

Copersucar (Receita: R$ 54,08 bilhões)

Um ecossistema que conecta 38 usinas de cana-de-açúcar no Brasil (a maior base produtiva do mundo) e 17 destilarias de etanol de milho nos EUA. 

A empresa é uma grande fornecedora de energia renovável e alimentos para cerca de 70 países e recentemente entrou no mercado livre de energia.

BRF (Receita: R$ 53,62 bilhões)

Fruto da fusão entre Sadia e Perdigão, a BRF é a maior exportadora de carne de frango do mundo

Com mais de 30 marcas, produz 5 milhões de toneladas de alimentos por ano para 120 países e tem avançado na rastreabilidade de sua cadeia de fornecedores de grãos.

Grupo Amaggi (Receita: R$ 44,87 bilhões)

Um dos maiores produtores de soja de capital 100% nacional, o Grupo Amaggi comercializa globalmente quase 20 milhões de toneladas de grãos e fibras

Além da produção em fazendas próprias, destaca-se pela forte atuação em originação, logística e energia, com um investimento médio anual significativo em expansão.

Louis Dreyfus Company Brasil (LDC) (Receita: R$ 42,87 bilhões)

De origem francesa e com controle familiar centenário, a LDC atua no Brasil há 82 anos, comercializando e processando produtos agrícolas como café, algodão, grãos, oleaginosas, arroz e açúcar. 

É uma das dez maiores exportadoras em atividade no país e, em 2023, adquiriu a Cacique, maior exportadora de café solúvel do Brasil.

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