Entre os libertados estão manifestantes condenados por protestar contra o regime comunista em 2021.

Um ano após o papa Francisco influenciar a soltura de 553 detentos, o governo cubano anunciou a libertação de 51 prisioneiros como gesto de "boa vontade" com a Igreja Católica.
As primeiras solturas já começaram. Na última sexta-feira (13), a organização de direitos humanos Justicia 11J confirmou a libertação de dois detentos.
Eles haviam sido condenados a 13 e 14 anos de prisão por participar das manifestações contra o governo em 2021, os maiores protestos contra a ditadura comunista cubana em décadas.
O Vaticano confirmou sua participação. O diretor de imprensa, Matteo Bruni, reconheceu que "houve recentes interlocuções acerca da libertação de prisioneiros".
O regime de Cuba, por sua vez, apresentou a decisão como prática corrente de seu sistema penal, afirmando que os beneficiados cumpriram parte significativa da pena e mantiveram boa conduta.
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