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Entenda por que o programa de Jimmy Kimmel saiu do ar após fala sobre Charlie Kirk

Pressão de filiadas à ABC News fez com que apresentador fosse suspenso.

Por
Redação Brasil Paralelo
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Jimmy Kimmel, o apresentador que foi suspenso por fala sobre assassinato de Charlie Kirk.
Fonte da imagem: Jornal Impacto Cotia

O humorista Jimmy Kimmel teve seu programa retirado do ar por tempo indeterminado após comentários sobre o assassinato de Charlie Kirk

Emissoras afiliadas à ABC News, como a Nexstar e Sinclair pressionaram pela saída do apresentador.

A Sinclair chegou a anunciar que passaria um especial em homenagem a Kirk no horário do programa de Kimmel.

Isso fez com que a Disney, dona da ABC News, tomasse a decisão de afastá-lo temporariamente por medo de perder a cobertura nacional.

O apresentador negociou com a Disney para tentar reaver seu programa, segundo a revista Variety.

A ABC News declarou em uma nota oficial que o show voltará ao ar  nesta terça-feira (23):

Passamos os últimos dias tendo conversas cuidadosas com Jimmy e, após essas conversas, chegamos à decisão de retornar com o programa na terça-feira.”

Entenda porque extremistas celebram assassinatos políticos com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

O que o apresentador disse para ter sido suspenso?

No programa, Kimmel afirmou que Kirk teria sido assassinado por um consevador e apoiador de Trump:

Chegamos a novos patamares de baixeza no fim de semana, com a turma do MAGA tentando caracterizar esse garoto que matou Charlie Kirk como qualquer coisa que não um dos deles, e fazendo de tudo para tirar proveito político disso.” 

Kimmel seguiu falando sobre o luto oficial que Trump impôs ao país e destacando que houveram críticas.

Em seguida, ele ironizou o sofrimento pessoal de Trump pela morte de Kirk, de quem era próximo desde a campanha de 2016:

Em meio ao apontar de dedos houve luto, na sexta-feira a Casa Branca deixou as bandeiras a meio mastro, o que gerou críticas, mas em nível humano é possível ver como o presidente está lidando com isso”.

Após a fala foi colocado um vídeo no qual Trump fala com alguns repórteres e comenta sobre a construção de uma casa de bailes na Casa Branca:

Não é assim que um adulto lamenta o assassinato de alguém que chama de amigo. É assim que uma criança de quatro anos chora a morte de um peixinho dourado”.

Caso levantou movimento acusando Trump de violar liberdade de expressão 

Apresentadores, comediantes e algumas figuras proeminentes de Hollywood se manifestaram contra a suspensão de Kimmel, afirmando que é uma afronta à liberdade de expressão.

Mais de 400 celebridades se uniram à ONG União Americana pelas Liberdades Civis para assinar uma carta aberta contra a suspensão do talk show.

Roteiristas de cinema e TV, incluindo alguns empregados da ABC, marcharam em frente ao prédio onde a Disney tem seus escritórios em um protesto.

Disney se torna alvo de protestos pró-Kimmel de civis e apresentadores. Imagem: Veja

O partido democrata, lançou uma campanha em defesa da liberdade de expressão, para eles, Trump está usando seu poder para cancelar opositores e censurar a mídia. 

O ex-presidente Barack Obama fez uma postagem no X comentando o caso, acusando o governo Trump de tomar medidas contra a liberdade de imprensa:

Depois de anos reclamando da cultura do cancelamento, a atual administração levou isso a um novo e perigoso nível ao rotineiramente ameaçar tomar medidas regulatórias contra empresas de mídia, a menos que elas silenciem ou demitam repórteres e comentaristas de que não gosta.”

Isso não é um fato isolado, a onda de celebrações pelo assassinato de Charlie Kirk gerou uma forte reação.

No Brasil, Nikolas Ferreira e o empresário Tallis Gomes criaram o movimento Demita Extremistas.

Os dois incentivaram que empresários verifiquem as redes de seus funcionários e demitam pessoas que celebram assassinatos e crimes políticos.

Saiba mais sobre este movimento com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo:

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