Medida acontece em meio a aproximação dos EUA com Lula.

O governo dos Estados Unidos retirou as sanções impostas contra Alexandre de Moraes, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e à empresa da família, o Lex Instituto.
A medida anula todas as restrições aplicadas com base na Lei Global Magnitsky, legislação americana voltada a punir indivíduos acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos.
Moraes estava sob sanção desde julho, em reação a sua atuação como relator no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
As medidas incluíam o bloqueio de bens, a proibição de entrada nos EUA e restrições financeiras.
A decisão dos EUA também foi motivada por críticas à retirada do ar de perfis de redes sociais ligados a americanos, determinada por Moraes no contexto do processo.
O documento que anunciou a decisão não trouxe uma justificativa oficial para a derrubada das sanções.
A medida acontece em um momento de aproximação entre o governo Lula e os EUA que vem acontecendo desde a abertura da Assembléia Geral da ONU em setembro.
Segundo o portal Metrópoles, Lula pediu pessoalmente a Trump que as sanções fossem revogadas, condicionando a normalização das relações bilaterais à retirada da medida.
A suspensão das sanções abre caminho para novas negociações econômicas.
A expectativa do Planalto é de que um novo acordo comercial possa ser fechado nos próximos meses, com anúncio feito pessoalmente por Lula e Trump.
O projeto vem após a aprovação do PL da Dosimetria na Câmara. A proposta poderá reduzir a pena de Bolsonaro e dos condenados pelo 8 de janeiro caso aprovada no Congresso.
O subsecretário de Estado, Christopher Landau, disse em sua conta no X que a medida é um passo importante e pode ajudar a melhorar as relações com o Brasil:
"Os Estados Unidos têm expressado consistentemente preocupação com os esforços para usar o processo judicial como arma para instrumentalizar as diferenças políticas no Brasil e, portanto, saúdam o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados do Congresso brasileiro como um primeiro passo para combater esses abusos. Finalmente, estamos vendo o início de um caminho para melhorar nossas relações. "
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