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Hoje na História do Brasil: há 135 anos, a monarquia era deposta por um Golpe Militar

Deodoro da Fonseca foi o líder de um movimento que instituiu a República no país. Ele também se tornou o primeiro presidente brasileiro.

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Redação Brasil Paralelo
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Marechal Deodoro da Fonseca foi o principal nome do golpe que derrubou a monarquia no Brasil
Fonte da imagem: Marechal Deodoro da Fonseca foi o principal nome do golpe que derrubou a monarquia no Brasil

Os republicanos perderam nas urnas. O partido surgiu em 1870, cresceu, mas não conseguiu vigor o suficiente para emplacar os seus candidatos. Nas eleições de 1886, a última do império, 22 deputados liberais foram eleitos, 103 conservadores e nenhum republicano. 

Os membros desse partido criticaram o processo eleitoral, denunciando manipulações e fraudes. Nos votos, dificilmente o país deixaria de ser uma Monarquia, já que o regime era consenso entre o Partido Liberal e o Partido Conservador. Na perspectiva deles, necessitava-se de uma alternativa para instituir a República. 

Segundo José Murilo de Carvalho em A Formação das Almas, o republicanismo possuía três correntes:

  • Liberais americanistas: esses viam a Revolução Americana como o grande exemplo a ser seguido. Os pais fundadores dos Estados Unidos e a suas ideais eram a grande influência desse bloco.  
  • Jacobinos: esses enxergavam na França o grande modelo de República. Com sua estrutura muito influenciada por Bonaparte e seus pensadores iluministas, ela dava o norte a essa ala.
  • Positivistas: fruto das ideias de Augusto Comte, esses acreditavam que só um governo de base racionalista e usando métodos científicos seria capaz de promover  a ordem e o progresso que uma sociedade precisa.

O positivismo teve uma grande aderência entre os militares. Principalmente por Benjamin Constant, professor que ganhou popularidade entre os jovens cadetes. Em certa medida, parte da caserna já enxergava a República como um modelo superior à Monarquia, mas alguns acontecimentos vieram a jogar os soldados na linha de frente do golpe. Essa oposição entre exército e governo se mostrou uma oportunidade para aqueles republicanos que queriam depor o regime.

Exército contra Governo

Após a Guerra do Paraguai (1964 - 1970), os militares voltaram para o seu país com algumas insatisfações: a escravidão continuava no país, o exército tinha baixo investimento e eles eram punidos ao irem publicamente reclamar dos problemas. 

A estrutura ainda colonial da legislação militar facilitava a interferência política no quartel, é o que pontua João Camilo de Oliveira Torres em Presidencialismo no Brasil.

Essa insatisfação foi utilizada por um grupo de republicanos para cooptar o Exército para um movimento contra o governo. No início, eles não objetivavam derrubar a monarquia, mas sim o governo.

Desde 1847, a pessoa responsável por governar o Brasil era uma espécie de primeiro-ministro chamado de Presidente do Conselho de Ministros. Na época, quem ocupava este cargo era o Visconde de Ouro Preto.

Os militares acreditavam que seu gabinete intervia muito no exército e o classificaram como um inimigo da instituição. Contra Ouro Preto, Deodoro da Fonseca, militar de carreira e de alta patente, concordou com o movimento e usaria a sua força para tirá-lo do poder.

O dia do Golpe  

Programado para acontecer no dia 15 de novembro ao final da noite, o golpe foi antecipado para a manhã. A notícia falsa de que Deodoro da Fonseca seria preso e de que Dom Pedro II colocaria no lugar de Ouro Preto um de seus grandes inimigos, levou o movimento a mirar para além do governo, o marechal Deodoro da Fonseca queria agora derrubar a monarquia. 

No vídeo abaixo, você pode entender este acontecimento de forma mais completa:

Exército contra Governo Após a Guerra do Paraguai (1964 - 1970), os militares voltaram para o seu país com algumas insatisfações: a escravidão continuava no país, o exército tinha baixo investimento e eles eram punidos ao irem publicamente reclamar dos problemas. A estrutura ainda colonial da legislação militar facilitava a interferência política no quartel, é o que pontua João Camilo de Oliveira Torres em Presidencialismo no Brasil. Essa insatisfação foi utilizada por um grupo de republicanos para cooptar o Exército para um movimento contra o governo. No início, eles não objetivavam derrubar a monarquia, mas sim o governo. Desde 1847, a pessoa responsável por governar o Brasil era uma espécie de primeiro-ministro chamado de Presidente do Conselho de Ministros. Na época, quem ocupava este cargo era o Visconde de Ouro Preto. Os militares acreditavam que seu gabinete intervia muito no exército e o classificaram como um inimigo da instituição. Contra Ouro Preto, Deodoro da Fonseca, militar de carreira e de alta patente, concordou com o movimento e usaria a sua força para tirá-lo do poder. O dia do Golpe   Programado para acontecer no dia 15 de novembro ao final da noite, o golpe foi antecipado para a manhã. A notícia falsa de que Deodoro da Fonseca seria preso e de que Dom Pedro II colocaria no lugar de Ouro Preto um de seus grandes inimigos, levou o movimento a mirar para além do governo, o marechal Deodoro da Fonseca queria agora derrubar a monarquia. No vídeo abaixo, você pode entender este acontecimento de forma mais completa:

O vídeo que você assistiu é um trecho da série Brasil: a Última Cruzada. Esse documentário, que é um dos maiores sucessos da Brasil Paralelo, contou a História do Brasil resgatando heróis que durante muito tempo foram esquecidos ou ridicularizados por motivos ideológicos. 

A exibição especial da série está acontecendo neste dia 15 de novembro e pode ser assistida por você clicando no link abaixo. Nessa série, você entenderá mais sobre toda a história do Brasil, incluindo a queda da monarquia. Aproveite:

Assistir Brasil: a Última Cruzada

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