A estratégia defende que o escritório pode ser um espaço em que se viva a religião.

Para muitas pessoas, não existe espaço para a fé no mundo dos negócios e a vida no trabalho pouco tem relação com a religião.
No entanto, muitos empresários e trabalhadores encontram em seus ofícios um caminho para se conectar com Deus.
Esse é o conceito de Business as a Ministry (BaM), que pode ser traduzido por Negócios como um Ministério.
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O BAM afirma que o ambiente de trabalho também pode ser um espaço de expressão da fé, não apenas de forma simbólica, mas prática.
Isso significa enxergar o negócio não só como uma fonte de lucro, mas como um instrumento de impacto humano.
Na prática envolve aplicar princípios cristãos nas decisões diárias, na forma de liderar equipes, de tratar clientes e de conduzir a empresa.
Segundo esse conceito, sucesso e propósito não são opostos, eles podem caminhar juntos.
Em entrevista para a Brasil Paralelo, o empresário Victor Gomides, diretor da Lince Participações, comentou que viu esse conceito ser aplicado em diversas empresas nos Estados Unidos.
Mesmo em um ambiente altamente competitivo, princípios como ética e caráter não são obstáculos ao crescimento, mas são parte do que sustenta resultados consistentes.
Victor explica que esses empresários defendem que os princípios cristãos são inegociáveis e devem ser aplicados em todas as áreas da vida, incluindo o trabalho.
Dentro dessa perspectiva, o trabalho deixa de ser apenas uma atividade econômica e passa a ser entendido como vocação.
Isso aparece tanto em decisões estratégicas quanto em gestos cotidianos como cuidar dos colaboradores, agir com justiça e manter coerência entre discurso e prática.
A empresa, nesse sentido, se torna um ambiente onde valores são vividos e não apenas declarados.
Victor Gomides faz questão de destacar que usar o negócio para viver a fé é diferente de usar a fé como ferramenta de negócio, para ele isso seria um uso ilegítimo.
O risco de transformar a espiritualidade em estratégia de marketing existe, mas cabem aos empresários sérios combaterem os aproveitadores.
Para ilustrar como funciona essa maneira de ver os negócios, o empresário trouxe o exemplo de David Green.
Ele é fundador e CEO da Hobby Lobby, uma gigante do varejo com faturamento de R$40 bilhões e mais de 1.000 lojas.
Sob sua direção, a Hobby Lobby optou por fechar todas as lojas aos domingos para que os colaboradores pudessem passar tempo com a família e ir à igreja.
A empresa também oferece cursos para casais e criação de filhos, baseados em princípios bíblicos e doa 50% dos seus lucros para iniciativas cristãs em todo o mundo.
As convicções de David Green eram tão fortes que ele chegou a ganhar uma causa na Suprema Corte contra a obrigação de fornecer anticoncepcional aos colaboradores.
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