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O que é o ranking de liberdade econômica? Conheça os 10 países com as economias mais livres

O ranking serve para investimentos internacionais e até mesmo para análises políticas e filosóficas da geopolítica moderna.

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Redação Brasil Paralelo
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O que é o ranking de liberdade econômica?
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Quando se fala em economia, é comum que especialistas e meios de comunicação utilizem o ranking de liberdade econômica em suas análises. Mas o que é o ranking de liberdade econômica? Qual sua importância?

Ranking de liberdade econômica

Um dos rankings de liberdade econômica mais conhecidos e com uma das metodologias mais elaboradas é o ranking feito pela Heritage Foundation, um centro de pesquisa de políticas americano.

Nessas pesquisas, as organizações buscam analisar a autonomia dos cidadãos de um determinado país em exercerem as suas atividades e empreendimentos econômicos, sem se sujeitar a interferências de um agente - como o Governo ou algum cartel.

Para fazer essa análise, a Heritage Foundation utiliza os seguintes critérios.

Qualidade do governo 

O conceito de qualidade do governo ou Estado de Direito avalia três aspectos principais: 

  1. Os direitos de propriedade;
  2. A integridade do governo e;
  3. A eficácia judicial. 

Isso significa que é analisado se as leis e os procedimentos são aplicados com equidade ou se há algum grupo favorecido em detrimento de outros.

Tamanho do governo

Já o tamanho do governo se refere a três aspectos principais: 

  1. Gasto governamental;
  2. Carga tributária;
  3. Saúde fiscal. 

São considerados fatores como as despesas de todas as esferas governamentais e as taxas e impostos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Eficiência da fiscalização

A eficiência da fiscalização e das leis abrange três aspectos: 

  1. Liberdade empresarial;
  2. Liberdade trabalhista;
  3. Liberdade monetária. 

Esses fatores dizem respeito a procedimentos para abrir e fechar empresas, bem como a facilidade de realizar acordos contratuais.

Mercados abertos

Por fim, a categoria de mercados abertos avalia três aspectos principais:

  • Liberdade de comércio;
  • Liberdade de investimento;
  • Liberdade financeira. 

Ela está relacionada ao grau de intervenção do Estado em relação à importação e exportação de bens, fluxos de capital estrangeiro e atividades de instituições financeiras.

A pontuação geral de cada país é calculada pela média aritmética desses 12 parâmetros, que variam em uma escala de 0 a 100, com peso igual atribuído a cada um deles. 

Com base nisso, o ranking é organizado em cinco grupos de países: 

  1. economias livres, 
  2. economias majoritariamente livres, 
  3. economias moderadamente livres, 
  4. economias majoritariamente não livres e 
  5. economias reprimidas.

As 10 economias mais livres do mundo

Após analisar 186 nações como este método, a Heritage Foundation publica o ranking de liberdade econômica. Confira os 10 países com a maior liberdade econômica e os 10 países com a menor liberdade econômica:

  1. Singapura;
  2. Suíça;
  3. Irlanda;
  4. Taiwan;
  5. Nova Zelândia;
  6. Estonia;
  7. Luxemburgo;
  8. Holanda;
  9. Dinamarca e 
  10. Suécia

O Brasil está na 127ª posição. Os 10 países com a menor liberdade econômica são:

  1. Coreia do Norte;
  2. Cuba;
  3. Venezuela;
  4. Sudão;
  5. Zimbábue;
  6. Eritreia;
  7. Burundi;
  8. Irã;
  9. Argélia;
  10. Bolívia.

Essa análise pode ser usada para diversos fins, como auxílio em investimentos internacionais e estudos sobre geopolítica. 

Para economistas como Milton Friedman e Ludwig Von Mises, a liberdade econômica é tida  como uma dos elementos mais importantes na busca por prosperidade dentro do capitalismo.

O papel do capitalismo

Para entender como essas questões se relacionam com a vida de cada pessoa e como funciona o sistema capitalista, Lucas Ferrugem, sócio fundador da Brasil Paralelo, ministrou uma aula exclusiva no Travessia.

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