O principal diplomata do Vaticano afirmou que os ataques feriram o direito internacional e que nenhum país tem o direito de lançar “guerras preventivas”.

Na tarde da última segunda-feira um acontecimento voltou o olhar do Papa Leão XIV para a guerra entre Irã, Israel e EUA. Um padre libanês se uniu a dezenas de jovens para socorrer um ferido no interior do Líbano.
Enquanto prestavam socorro, uma bomba atingiu o local. O padre foi levado a um hospital da região e não resistiu.
Sua morte chegou a Leão XIV e se tornou o principal ponto da primeira manifestação do papa sobre o conflito entre EUA, Israel e Irã.
Em nota divulgada pela Igreja, o papa disse que sente uma "profunda dor por todas as vítimas dos bombardeios no Oriente Médio, pelos muitos inocentes, entre os quais muitas crianças, e por aqueles que lhes prestavam socorro”.
Na oração do meio-dia do último domingo, ele pediu o fim dos bombardeios.
“Elevemos a nossa humilde oração ao Senhor, para que cesse o ruído das bombas, se calem as armas e se abra um espaço de diálogo, no qual se possa ouvir a voz dos povos”.
Em vídeo divulgado na quinta-feira, ele pediu que os líderes mundiais “abandonassem o caminho da guerra".
"Senhor, ilumine os líderes das nações, para que tenham a coragem de abandonar projetos de morte."
A posição do papa foi acompanhada de uma crítica do principal diplomata do Vaticano.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou que os ataques dos EUA e de Israel violam o direito internacional:
"Se os Estados fossem reconhecidos como tendo o direito à 'guerra preventiva'... o mundo inteiro poderia correr o risco de pegar fogo"
O cardeal acrescentou que a Santa Sé mantém canais abertos com todos os lados do conflito e que apresenta a cada um deles o que considera serem as soluções possíveis.
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