Polícia já havia acabado com fábrica que alimentava Comando Vermelho no início do mês.

Policiais Militares buscavam um homem de 28 anos suspeito de ferir gravemente outro rapaz em um bar .
Eles receberam informações de que o suspeito estaria em um imóvel da rua Juiz de Fora, em Belo Horizonte.
Após entrarem no local, os agentes não encontraram o homem, mas se deparam com um verdadeiro ateliê de produção de armamento artesanal.
Dentro da fábrica ilegal estavam impressoras 3D, peças plásticas e metálicas, utilizadas para montar armas de fogo, também foram encontradas munições.
Além do material, a polícia apreendeu ecstasy, cocaína, maconha, balanças de precisão e celulares que serviam à logística do bando.
Três homens foram presos na operação. Durante as buscas, o suspeito da agressão foi localizado numa casa próxima e também detido.
Ele já tinha passagens por furto, ameaça e tráfico. As autoridades consideram que ele possa fazer parte do esquema de produção de armas.
No total, quatro presos foram conduzidos à delegacia, os três no imóvel da fábrica e o homem da agressão.
A providência agora é um inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais para apurar qual era o destino das armas produzidas, quem eram os compradores e qual a escala da operação.
No início do mês, as autoridades descobriram um esquema para a fabricação ilegal de armamentos utilizados pelos Comando Vermelho, segundo a Globo.
A fábrica ficava em Santa Bárbara d'Oeste, interior paulista e utilizava ao menos 11 equipamentos industriais de precisão.
A Polícia Federal apreendeu cerca de 150 fuzis e mais de 30 mil peças para a fabricação de armamentos.
"Ele fabricava o fuzil por inteiro. Era uma planta industrial profissional. Não era uma fábrica de garagem... Eram equipamentos de alta precisão que custavam milhões de reais", explica o delegado Samuel Escobar ao G1.
Para disfarçar a operação, os criminosos utilizavam o CNPJ de uma empresa especializada em fabricar peças de avião.
Esse é mais um exemplo de como o crime organizado conseguiu se profissionalizar e aumentar seu poder no país.
A Brasil Paralelo investigou a crise nacional de segurança pública em um dos principais documentários sobre o tema: Entre Lobos.
Garanta acesso a essa e todas as produções originais por apenas R$7,99, mas corra, pois é o último dia da promoção.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.