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Trump afirma que não pretende usar força militar na Groenlândia, mas exige negociações imediatas

O presidente ameaçou com tarifas de até 25% países como França, Alemanha, Dinamarca e Reino Unido, enquanto não houver acordo.

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Redação Brasil Paralelo
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Trump afirma que não pretende usar força militar na Groenlândia, mas exige negociações imediatas
Fonte da imagem: Evan Vucci / Associated Press

Após semanas de tensões e envio de tropas europeias para o Ártico, as calmas montanhas suíças foram o palco de um discurso inesperado de Trump hoje, no Fórum Econômico Mundial.

Trump declarou que não pretende utilizar força militar para anexar a Groenlândia:

"Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força excessiva, o que nos tornaria, francamente, imparáveis. Mas eu não farei isso. OK? Eu não tenho que usar a força, eu não quero usar a força, e eu não vou usar a força", afirmou Trump diante dos líderes globais e CEOs em Davos, na Suíça.

“Posse americana é vital para a segurança do ocidente”

A renúncia à força bélica não diminuiu a ambição territorial. Trump afirmou que a ilha é parte da América do Norte e vital para a segurança do Hemisfério Ocidental.

Ele também disse que a posse é a única garantia de defesa:

"Você precisa da propriedade para defendê-la. Você não pode defender algo baseado em um aluguel. Quem diabos quer defender um contrato de licença ou um aluguel?".

O presidente alegou que a Dinamarca investe menos do que o prometido na região e o país europeu foi "ingrato" ao esquecer o apoio americano no pós-guerra.

"Nós a devolvemos para a Dinamarca. Quão estúpidos fomos ao fazer isso? E como eles são ingratos agora?", questionou, repetindo a tese de que, sem a intervenção dos EUA na Segunda Guerra, a Europa estaria "falando alemão".

Tanques, não. Mas tarifas, sim.

Se os tanques foram descartados, as tarifas permanecem como a principal arma de negociação.

Trump reafirmou a ameaça de taxas de até 25% contra oito países europeus que resistem ao seu plano, incluindo França e Alemanha.

Para Trump, a Groenlândia não é apenas um "pedaço de gelo", mas o centro estratégico de um possível e futuro conflito nuclear.

"Se houver uma guerra nuclear, aqueles mísseis voarão direto sobre o centro daquele gelo", disse ele, ressaltando a necessidade de construir o que chamou de "o maior Domo de Ouro já feito" sobre o território.

“A Groenlândia não está à venda”

Até o momento, a reação europeia continua firme. A parlamentar groenlandesa Aaja Chemnitz e autoridades dinamarquesas reiteraram que "a Groenlândia nunca esteve à venda e nunca estará".

Enquanto Trump alega que os líderes europeus "nem sequer vão lá" e que a ilha está "indefesa", a Dinamarca reforçou sua presença militar no território.

Trump encerrou sua participação em Davos com a seguinte afirmação:

"Vocês podem dizer sim, e seremos muito agradecidos. Ou vocês podem dizer não, e nós nos lembraremos".

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